Magna Concursos
520478 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES

Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos.

Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo,

está sendo celebrado o Dia Internacional dos Direitos

Humanos. Em 1948, foi aprovada e proclamada a Declaração

Universal dos Direitos Humanos como o mais forte grito da

humanidade contra a intolerância, a discriminação e o

preconceito.

De lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se

país signatário de todos os tratados e convenções dos direitos

humanos. E, nesse avanço, há quinze anos surgiu o Conselho

Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo, um

“adolescente” que teve papel extremamente importante, no

Espírito Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos

humilhados e dos ofendidos. O Conselho Estadual de Direitos

Humanos foi a voz dos excluídos e dos presos, em uma época

recente.

Internacionalmente, ressoou, na Corte Interamericana

dos Direitos Humanos e na ONU, o grito dos excluídos,

extremamente importante para o Espírito Santo, para o Brasil

e para o mundo. Enquanto teimarmos e não reconhecermos que

existem problemas, discriminação, preconceito e violência,

não avançaremos. É fundamental que reconheçamos que eles

existem, pois esse é o papel do Conselho Estadual de Direitos

Humanos.

Graças ao Conselho Estadual de Direitos Humanos,

o Espírito Santo avançou muito. Com apenas quinze anos,

nosso conselho é um dos mais velhos do Brasil. Graças a esse

conselho, muitas conferências foram estimuladas. Agora ele

está empenhado na criação de um programa voltado para a

educação em direitos humanos, o enfrentamento à tortura, o

combate à homofobia e o combate a todas as formas de

preconceito e discriminação.

Esta sessão solene celebra momento muito importante

para nós, para o Espírito Santo, para o Brasil e para o mundo.

Os direitos humanos devem-nos orientar e dar-nos esperança

e disposição para remarmos contra a maré. Temos de entender

que as pessoas não podem continuar sendo discriminadas se

quisermos construir um projeto de nação. Os direitos humanos

têm de ser uma política pública — é fundamental que assim

seja — e incorporada definitivamente como projeto de nação,

pois uma nação sem direitos humanos não pode ter o nome de

nação. Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não

tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos;

nenhuma nação será forte enquanto o povo sofrer qualquer

discriminação racial ou de gênero; nenhuma nação será forte se

houver intolerância religiosa; nenhuma nação será forte se

houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito

pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo

civilizadora.

Internet: www.al.es.gov.br (com adaptações).

Em relação aos elementos linguísticos do texto, assinale a opção correta.
 

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