As linhagens P1 e P2 de feijão (Phaseolus vulgaris L.) e a geração F1 resultante da combinação entre essas duas linhagens apresentaram reação de resistência qualitativa ao isolado 27 de Colletotrichum lindemuthianum. Esse isolado (27) foi inoculado na população RC1F1 [(P1 x P2) x P2], constituída por 138 plantas, das quais 106 apresentaram reação de resistência e 32 apresentaram reação de suscetibilidade. Os resultados do teste de qui-quadrado, aplicado às proporções ¾ resistentes : ¼ suscetíveis (3R:1S), estão apresentados na Tabela.
Tabela Frequências absolutas (observada e esperada) de plantas de milho das linhagens P1 e P2 e gerações F1 e RC1F1, quanto a reação de resistência e suscetibilidade a Colletotrichum lindemuthianum.
| Genitores e Gerações |
Frequência Observada | Frequência Esperada |
X2(B) |
|
| Resistentes/ (Total de Plantas) |
Suscetíveis/ (Total de Plantas) |
R S(A) | ||
| Linhagem P1 Linhagem P2 |
6 / (6) 6 / (6) |
0 0 |
6R:0S 6R:0S |
- - |
| F1: (P1 x P2) |
8 / (8) | 0 | 8R:0S | - |
| RC1F1: [(P1 x P2) x P2] |
106 / (138) | 32 / (138) | 103,5 R: 34,5 S | ns |
(A) R: plantas resistentes; S: plantas suscetíveis. (B) ns: não significativo (P > 0,05).
Com base nas informações acima, analise as afirmativas abaixo, quanto às hipóteses genéticas para o controle da resistência a Colletotrichum lindemuthianum.
1. Não existe uma explicação Mendeliana para a segregação 3R:1S, na geração RC1F1, pois essa proporção aparece somente em gerações F2 segregantes para um gene (monogênica) de resistência dominante.
2. A herança genética da resistência pode ser explicada pela segregação de dois genes (digênica), na geração de RC1F1 (3R:1S), a partir da combinação entre duas linhagens resistentes ao isolado 27.
3. A resistência das linhagens P1 e P2 ao isolado (27) pode ser conferida por dois genes pertencentes a diferentes grupos de ligação.
4. A herança genética da resistência pode ser explicada por dois genes (digênica), na geração RC1F1 (3R:1S), somente se os locos que controlam a resistência estiverem ligados, ou seja, se pertencerem ao mesmo grupo de ligação.
5. A resistência genética ao isolado (27) pode ser governada por dois genes (locos) de grande efeito fenotípico, com interações alélicas distintas em cada loco.
6. A herança genética da resistência ao patógeno pode ser explicada pela segregação monogênica 3R:1S, na geração de RC1F1, a partir da combinação entre duas linhagens resistentes ao isolado 27.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.