De acordo com a perspectiva de Maria Teresa Eglér Mantoan, expressa em "Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como
fazer?", a educação vive uma profunda crise de paradigmas que exige a transformação radical da escola. Esse desafio interpela diretamente o professor de Ensino Religioso, que é chamado a superar a mera gestão da pluralidade de crenças,
visões de mundo e identidades para transformá-la em potência pedagógica. Nesse contexto, a autora defende uma ruptura
com o modelo da integração, que se limita a adaptar o aluno "diferente" a uma estrutura escolar que permanece inalterada. Em seu lugar, Mantoan propõe a inclusão, um processo que demanda a completa ressignificação do papel da escola,
exigindo que a instituição se transforme para acolher e valorizar a diversidade humana como elemento central do processo
de aprendizagem, e não o contrário. Com base nesses pressupostos, a prática pedagógica que reflete uma abordagem genuinamente inclusiva é aquela em que o professor: