O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, sendo a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. O Ministério da Saúde vem desenvolvendo ações no sentido de sua prevenção e tratamento. Nesse sentido, avalie as afirmações:
I. A prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva (o estágio mais agressivo da doença). Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada e, nas mulheres diagnosticadas precocemente e tratadas adequadamente, a chance de cura é de aproximadamente 88%.
II. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e relacionados a tumores malignos. As alterações das células que podem desencadear o câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), pelo que é importante a sua realização periódica.
III. O SISCOLO – Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero – foi desenvolvido pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA-MS) como uma ferramenta de gerência das ações do programa de controle do câncer de colo do útero. Os dados gerados pelo sistema permitem avaliar a cobertura da população-alvo, a qualidade dos exames, a prevalência das lesões precursoras, a situação do seguimento das mulheres com exames alterados, dentre outras informações relevantes ao acompanhamento e melhoria das ações de rastreamento, diagnóstico e tratamento.
Com relação às afirmativas acima, assinale: