A visão crítico-reprodutivista da educação espalhou-se pelo mundo, principalmente, em decorrência do movimento de maio de 1968, conhecido como movimento de revolução cultural que teve grande destaque a partir da ação dos jovens franceses. Tal movimento objetivava realizar a revolução social por meio da revolução cultural. Aqui no Brasil a teoria crítico-reprodutivista marcou presença nos programas de pós-graduação em educação. São características inerentes à teoria crítico-reprodutivista da educação:
I. Fazer da escola um locus de emancipação das classes populares, através de um ensino que os coloque em condições de assumir o controle econômico, político e ideológico da sociedade.
II. A escola é vista como espaço de resistência e confronto contra a ideologia burguesa. Daí é importante, de acordo com todas as vertentes dessa teoria sociológica da educação, fazer da formação de professores um espaço privilegiado de formação política para confrontar o status quo das classes dominantes.
III. Em uma das vertentes dessa teoria, defende-se que a escola é espaço privilegiado de disseminação da ideologia burguesa. Com efeito, a luta de classes no âmbito do espaço escolar é inútil; a ideologia proletária não é construída na escola burguesa. Origina-se fora dela, nos movimentos organizados dos trabalhadores.