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793711 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Camaquã-RS
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Algoritmo ou escolhas pessoais: o que constrói as timelines do Facebook?
Caue Fonseca e Paula Minozzo
Você provavelmente se irritou em algum momento das eleições presidenciais do ano passado. E pode ser que a sua irritação, levada às redes sociais, tenha feito você contestar um tio, um colega de trabalho, um cunhado, pela opinião absurda dele em comparação à sua. Até para o bem dos churrascos em família, quem sabe você tenha decidido cancelar a amizade com determinadas pessoas do Facebook. Ou não. Pode ser também que você tenha entrado de peito aberto em acaloradas discussões eleitorais.
Pois bem, todas essas atitudes, saiba, tiveram o mesmo efeito no Facebook. Ao final, você ficou cercado de pessoas mais parecidas a você. E não vale só para a política. Se você subitamente se tornou um fã de Gabriel Medina e começou a ler mais sobre surfe na internet, deve ter percebido promoções de pranchas, fotos de mar e – veja só que coincidência – um anúncio de uma companhia de viagem te convidando a conhecer o Havaí.
É isso que faz um algoritmo – o código de programação por trás de redes sociais como o Facebook: tenta adivinhar quem você é, do que você precisa e com quem você gosta de conviver. Isso sem nunca deixar de afagar seu ego, de fazer você se sentir orgulhoso pelas suas opiniões mostrando-as mais a pessoas que concordam com você e escondendo das que discordam.
No dia 7 de maio, por meio de uma pesquisa publicada na revista Science, os cientistas sociais Eytan Bakshy, Solomon Messing e Lada Adamic, todos ligados ao Facebook, quiseram demonstrar que isso acontece, sim. Mas seria mais uma consequência das escolhas individuais dos usuários do Facebook do que dos prejulgamentos do seu algoritmo. A pesquisa avaliou o comportamento de 10 milhões de usuários que se declararam politicamente conservadores ou liberais em seus perfis frente ao chamado “conteúdo cruzado”: postagens com ideias contrárias às deles.
O Facebook se encarrega de mostrar aos progressistas 22% de conteúdo que desafia sua ideologia. Já os conservadores enxergam 33% desse tipo de postagem – conservadores têm um pouco mais de interesse pelas ideias dos adversários do que o contrário. Segundo a pesquisa, se a rede social não soubesse a orientação política dos usuários, eles visualizariam respectivamente 24% e 35%, índices muito semelhantes. E chegariam a esses percentuais pelas suas próprias escolhas: suas amizades, suas curtidas, seus comentários. Ou seja, se há uma “bolha ideológica”, somos nós mesmos quem nos colocamos para dentro. O Facebook só facilitaria o enclausuramento nessa gaiola aconchegante dos que concordam conosco.
Se a ferramenta é adequada ou não para receber informações, não é o caso. Ela é usada para isso e ponto. A empresa tem, portanto, sua responsabilidade social. De acordo com o professor de Jornalismo Digital da PUCRS Marcelo Träsel, um dos caminhos que a empresa pode seguir é adotar um código de ética mais claro, como veículos jornalísticos. Como todo bom jornal, a rede social teria de se equilibrar entre o que o leitor deseja ler e o que é importante que ele leia. Um passo nessa direção foi tomado na semana passada: uma parceria permitirá que nove veículos da envergadura de New York Times e National Geographic passem a publicar matérias especiais diretamente no Facebook. Não precisarão mais publicar links para seus sites.
Segundo o professor Fabio Malini, coordenador do Laboratório de Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo, “agora, já há sinais de tédio, sobretudo do jovem, frente ao Facebook, e já tem gente se perguntando: ‘Será que deu ruim?’. Para troca de mensagens, por exemplo, os mais novos já encontraram coisa melhor no Snapchat”. Um pouco do esgotamento do Facebook para os jovens resulta da tendência natural deles de fugir de espaços sociais compartilhados por adultos demais. Mas em parte é culpa, veja só, do próprio algoritmo. Afinal de contas, por mais que você adore frequentar um bar, por quanto tempo você curte encontrar as mesmas pessoas, dançando as mesmas músicas e rindo das mesmas piadas em todas as festas? Pois é.
Fonte: (http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/proa/noticia/2015/05/algoritmo-ou-escolhas-pessoaiso-que-constroi-as-timelines-do-facebook-4761751.html - Adaptação)
Analise as seguintes assertivas sobre a pontuação do texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) As duas primeiras vírgulas da linha 02 separam palavras justapostas.
( ) Os dois pontos da linha 15 marcam uma citação.
( ) A primeira vírgula da linha 12 marca o deslocamento de um adjunto adverbial.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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