VELHICE E SOLIDÃO
Bruno Alencar Carf
Sou apaixonado por Mário Quintana. Isso acontece há muito tempo. Ele diz que “com o tempo, não vamos ficar sozinhos apenas pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros”. Temos que vencer a solidão não somente no começo da vida, quando ultrapassamos uma barreira e somos amparado por uma mãe, mas também quando chegamos ao fim dela e somos desamparados pelos que nos rodeiam. Acostumados a andar em bandos, somos aos poucos renegados a andar em pares, quando por fim caminhamos sozinhos. E o pior de tudo: perder a liberdade, pois como diz Clarice Lispector, “quem ama a solidão não ama a liberdade”. É na presença dos meus que encontro minha liberdade.
Disponível em https://cronicassimples.wordpress.com/author/brunoalencarf/,
acesso em 03 de março de 2022.
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são dissílabos: