Magna Concursos
1575851 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH
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Atenção:     As questões de números 16 a 20 referem-se ao texto abaixo.

Mais do que uma época fecunda em pintura, o Renascimento criou a pintura. Fixou a arte que chamamos hoje pintura.

Até o Renascimento, o objeto pintado não estava em nenhuma relação com os limites da superfície que o continha. Estava tão solto no espaço como uma estátua qualquer. A parede da caverna ou a madeira do retábulo eram mais bem o vazio. Eram como um elemento neutro, cuja função estava unicamente em conter, suportar a figura pintada.

Paralelamente, a superfície – definida por seus limites – existia, como elemento essencial, em outro tipo de arte: na decoração. Na pintura decorativa, o objeto (quando acontece, ou aparece; quando não se esvazia em sua estilização, quando não se apaga em favor da superfície) não pretende agir por si, como o bisonte ou o santo do primitivo. Ele se anula na sintaxe onde se inscreve, na superfície ativa ao serviço da qual o puseram.

Pode-se dizer que o Renascimento associou esses dois tipos de arte, de funções. Associou o objeto, isto é, a representação utilitária, ou a utilidade da representação, à superfície decorada, isto é, à utilidade da contemplação. Dessa associação nasceu a pintura, o que tem sido para nós a pintura, o quadro. A partir de então, já uma superfície ativa onde se inscreve, também ativo, um bisonte.

(Adaptado de João Cabral de Melo Neto. Joan Miró. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p.691)

O segmento cujo sentido está adequadamente expresso em outras palavras é:

 

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