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559626 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia o texto, a seguir, atentamente para responder à questão.
Um estranho poder de cura
Meu filho, deficiente mental, Hikari, foi despertado pela voz dos pássaros para a música de Bach e Mozart e acabou produzindo suas próprias obras. As pequenas peças que ele inicialmente compôs eram cheias de frescor e prazer. Pareciam gotas de orvalho brilhando sobre a relva. A palavra inocência é composta do prefixo “in”, que significa “não”, e de “nocere”, “ferir”. Ou seja, ela quer dizer “aquele que não fere”. A música de Hikari era uma manifestação natural de sua própria inocência. Conforme ele passou a criar mais obras, no entanto, não pude deixar de ouvir nelas também a voz de uma alma escura e atormentada. Apesar de deficiente, seus esforços extenuantes permitiram que ele descobrisse do fundo de seu coração uma massa de tristeza que até então ele fora incapaz de expressar com palavras. O fato de expressá-la em música cura Hikari de sua tristeza, é um ato de recuperação. Mais ainda, seus ouvintes aceitaram essa música como algo que também os fortalece e restaura. Nesses fenômenos, eu encontro as razões para acreditar no estranho poder curativo da arte.
Trecho do discurso de aceitação do Prêmio Nobel de
Kenzaburo Oe. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/050303/p_100.html>. Acesso em: 02 dez. 2014.
No texto, o autor explica o sentido de inocência a partir da relação entre “in” e “nocere”. Considerando os pressupostos saussurianos, e refletindo sobre o signo incapaz empregado no texto, afirma-se:
I. O agrupamento entre “in” e “capaz”, que resulta no signo incapaz (linha 10), ocorre somente no eixo das associações.
II. No eixo sintagmático, incapaz (linha 10) se encontra em relação com infeliz, invisível, inacabado, etc.
III. Na linha 10, a relação entre ele, fora, incapaz, de, expressar, com, palavras é uma relação in praesentia.
Está (ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
 

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