A autora Audrei Gesser, no livro “Libras, que língua é essa?”, discute que a oralização deixou marcas profundas na vida dos surdos, devido à busca desenfreada pela recuperação da audição e promoção do desenvolvimento da fala vocalizada. Breeuwer e Pomp (1986) ressaltam que há fatores que dificultam a captação da informação oral pelos surdos ao realizarem a leitura labial. Por exemplo: alguns sons da fala como [f] e [v] das palavras faca e vaca são produzidos com movimentação idêntica (ou quase idêntica) dos lábios e da mandíbula. A diferença entre estes dois sons se encontra na glote, na vibração ou não das pregas vocais, ou seja, no vozeamento. No caso, o [f] é desvozeado e o [v] é vozeado. Considerando as diferentes visões sobre a surdez, a abordagem descrita se enquadra na seguinte visão: