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1506568 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO IV, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMEROS 10 A 12.


TEXTO IV


O Tempo e o Amor


Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o

tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas,

que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as

linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos

5unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram 5 o amor menino, porque não há amor tão

robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o

desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já

não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa

e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas,

10 descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem

as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não

amar, e o ter amado muito, de amar menos.


(VIEIRA, Pe. António. Sermão do Mandato, parte III, In: Sermões. Porto: Lello & Irmão, 1959. p. 94.)


Vocabulário:

Embotar: tornar menos cortante, menos agudo.

Enfastiar: causar ou sentir tédio (fastio).

O vocábulo “menino” classifica-se morfologicamente como substantivo. Entretanto, em “Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino” (l. 5), a mesma palavra assume valor de adjetivo.

O trecho do Texto IV em que uma palavra também assume valor diferente do morfologicamente previsto é

 

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