Magna Concursos
2763610 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR

Consórcio quer investir US$ 1 bi em usinas de etanol de milho em 3 Estados

Millenium Bioenergy visa implementar unidades em Mato Grosso, Amazonas e Roraima

Estadão Conteúdo 22 Out 2019 - 19h41 Atualizado em 22 Out 2019 - 19h44

A Millenium Bioenergy, consórcio de empresas de vários setores, pretende investir cerca de US$ 1 bilhão para a construção de usinas de etanol de milho e outros produtos derivados do processamento de grãos.

As duas primeiras unidades serão em Mato Grosso, nos municípios de Tabaporã e Jaciara, mas a companhia já busca licenças ambientais para três plantas no Amazonas e uma em Roraima. O projeto de Tabaporã, município do norte mato-grossense, será o único “flex”, ou seja, modelo que utilizará cana-de-açúcar e milho na fabricação do biocombustível.

Segundo Eduardo Lima, CEO da Millenium, a companhia terá sete mil hectares disponíveis com cana para ser processada juntamente com o grão. As outras usinas são “full”, com o uso apenas do cereal, e terão como modelo a unidade de Jaciara, também em Mato Grosso (MT).

Cada usina custará cerca de US$ 170 milhões e terá capacidade anual de processar 480 mil toneladas de milho, produzir 206 milhões de litros de etanol e 150 mil toneladas ano de DDGS, farelo de alta proteína utilizado como ração animal.

“Cada planta industrial desse modelo deve ficar pronta em até 24 meses a partir do início das obras e terá a possibilidade de ser ampliada para dobrar a produção”, disse Lima ao Broadcast Agro.

Segundo o executivo, o consórcio já tem licenciamento prévio para a construção de três usinas no Amazonas - em Manaus e nos municípios vizinhos de Rio Preto da Eva e Itacoatiara - e espera ainda para este mês o licenciamento para a sexta unidade, a primeira a produzir etanol em Roraima, no município de Bonfim.

Para abastecer as unidades do Amazonas, a Millenium buscará milho de Mato Grosso. “O Amazonas já recebe soja há muito tempo para ser exportada. Só vamos trocar pelo milho para utilizar nas usinas e gerar emprego e renda aqui no Brasil”, disse.

Outra fonte de matéria-prima é o próprio Estado de Roraima, onde o cultivo de grãos avança e a cultura de milho é uma opção tanto para a produção de etanol como para a de proteína animal. A fonte de energia desses dois Estados deve ser o gás natural ou o gás liquefeito de petróleo produzido na própria região, segundo Lima.

De acordo com o CEO da Millenium os recursos para os projetos virão de fundos de investimentos, principalmente europeus e asiáticos, e todas as futuras usinas só sairão do papel com uma demanda garantida pelo etanol e o DDGS exportado.

“Não se faz nada se não tiver demanda certa. No caso do DDGS já há contratos de fornecimento de dez anos”, garantiu.

O modelo de consórcio é formado, entre outras, por empresas de tecnologia, engenharia, ambientais, serviços e químicas.

“A gestão do consórcio é dividida em três empresas: a corretora Marsh (risco), a Hill International (obras) e a Fluor Corporation (engenharia)”, afirmou Lima. Além do Brasil, a Millenium tem projetos em Queensland (Austrália) e na Flórida (Estados Unidos).

Revista Globo Rural. Disponível em: <https://revistagloborural.globo.com/ Estadao/ noticia/2019/10/globo-rural-

consorcio- quer-investir-us-1-bi-em-usinas-de-etanol-de-milho-em-3-estados.html>. Acesso em 30 de outubro de 2019.

Leia o trecho:

“Não se faz nada se não tiver demanda certa. No caso do DDGS já há contratos de fornecimento de dez anos”, garantiu.

Sobre a escrita desse trecho só não se pode afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Técnico de Agropecuária - Integrado

40 Questões