Magna Concursos
1538226 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: TRENSURB

O acesso à educação é o ponto de partida

A Educação tem resultados profundos e

abrangentes no desenvolvimento de uma sociedade:

contribui para o crescimento econômico do país, para a

promoção da igualdade e para o bem-estar social, além de

impactar decisivamente na vida de cada um. Um dos

impactos, por exemplo, é na própria renda do trabalhador.

Uma análise feita há alguns anos pelo economista Marcelo

Neri mostrou que, a cada ano a mais de estudo, o brasileiro

ganha 15% a mais de salário. Ademais, o estudo mostrou

que quem completou o Ensino Fundamental tem 35% a

mais de chances de ocupação que um analfabeto. Esse

número sobe para 122% na comparação com alguém que

tenha o Ensino Médio e 387%) com Ensino Superior.

Diante disso, o direito do acesso à Educação é o

ponto de partida na formação de uma pessoa e,

consequentemente, no desenvolvimento e prosperidade de

uma nação. Não obstante os avanços alcançados pelo Brasil

nas duas últimas décadas, ainda há importantes desafios a

superarmos no que tange a esse direito. Se, por um lado,

conseguimos universalizar o atendimento escolar no Ensino

Fundamental, temos ainda, por outro lado, 2,8 milhões de

crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola. Isso

corresponde a um país do tamanho do Uruguai. O desafio,

em termos de acesso, é a universalização da Pré-Escola

(crianças de 4 e 5 anos) e do Ensino Médio (jovens de 15 a

17 anos).

Há outro desafio em jogo: o de como motivar 5,3

milhões de jovens de 18 a 25 anos que nem estudam e nem

trabalham, a chamada “geração nem-nem”, para trazê-los de

volta à escola e, posteriormente, incluí-los no mundo do

trabalho. Isso é essencial para um país que passa por um

bônus demográfico que se completará, segundo os

especialistas, em 2025. O país. para seu crescimento

econômico e sua sustentabilidade, não poderá abrir mão de

nenhum de seus jovens.

No Ensino Superior, o desafio não é menor. O

Brasil tem apenas 17% de jovens de 18 a 24 anos

matriculados nesse nível de ensino. Em conformidade com

o Plano Nacional de Educação (PNE), o país precisará

dobrar esse percentual nos próximos dez anos, ou seja,

chegar a 33%. Para se ter uma ideia da complexidade dessa

meta, esse era o percentual previsto no PNE que se concluiu

em 2010. Isso exige — sem que haja perda de qualidade com

essa expansão — que a educação básica melhore

significativamente, tanto em acesso como em qualidade,

tomando como referência os atuais índices de aprendizagem

escolar.

O acesso à Educação é, portanto, ainda um desafio

e, caso seja efetivado com qualidade, poderá contribuir

decisivamente para que o país reduza o enorme hiato que

separa o seu desenvolvimento econômico, medido pelo seu

Produto Interno Bruto — PIB (o Brasil é o 7º PIB mundial) e

o seu desenvolvimento social, medido pelo seu Índice de

Desenvolvimento Humano — IDH (o Brasil ocupa a 75ª

posição no ranking mundial). Somente quando o país

alinhar esses índices nas melhores posições do ranking

mundial, teremos de fato um Brasil com menos

desigualdade e menos pobreza. Para que isso aconteça, não

se conhece nada melhor do que a Educação.


Disponível: https: //istoe. com.br/o-acesso-educacao-e-o-ponto-de-partida/, acessado em 19 de novembro de 2017. (Adaptado)


As questões de 01 a 10 referem-se ao texto ao lado:

Quanto ao processo de formação das palavras “consequentemente” e “desigualdade”, é correto afirmar:

 

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