Leia o relato a seguir, escrito por Clarice Lispector,
para responder à próxima questão.
“Quem nunca roubou não vai me entender. Eu,
em pequena, roubava pitangas. Havia uma igreja
presbiteriana perto de casa, rodeada por uma sebe
verde, alta e tão densa que impossibilitava a visão
da igreja. A sebe era de pitangueira. Mas pitangas
são frutas que se escondem: eu não via nenhuma.
Então, olhando antes para os lados para ver se
ninguém vinha, eu metia a mão por entre as grades,
mergulhava-a dentro da sebe e começava a apalpar
até meus dedos sentirem o úmido da frutinha. Muitas
vezes na minha pressa, eu esmagava uma pitanga
madura demais com os dedos que ficavam como
ensanguentados. Nunca ninguém soube. Não me
arrependo: ladrão de pitangas tem cem anos de
perdão”.
(Com adaptações)
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