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O alerta do governo local de que em partes do Sudão do Sul há milhares de pessoas passando fome, e de que essa situação pode se estender a quase metade da população do país até julho deste ano, mais uma vez joga os holofotes da comunidade internacional sobre a nação mais jovem do mundo. Independente desde 2011, o país enfrenta uma guerra civil iniciada em 2013 e possui uma das piores situações humanitárias do mundo.
Um informe confidencial da ONU vazado este mês evidencia que a guerra alcançou "proporções catastróficas para os civis" e que as milícias podem se tornar incontroláveis, alimentando os combates por vários anos. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, escreveu que os civis fogem das cidades e aldeias em um número recorde e que o risco de que se cometam atrocidades em massa é real.
"Nossas visitas ao Sudão do Sul sugerem que está sendo levada a cabo no país um processo de limpeza étnica em várias regiões por meio do uso da fome, dos estupros coletivos e de incêndios", disse a presidente da Comissão de Direitos Humanos da ONU para o país, Yasmin Sooka.
(Adaptado de O Globo, 15/03/2017)
Analise o texto abaixo também adaptado de O Globo (15/03/2017). É correto afirmar que há voz passiva no seguinte trecho:
"Algumas horas mais tarde, os militares se dispersaram e começaram imediatamente a se escutar tiros em Juba (a capital)", contou à BBC Mundo o brasileiro Raimundo Rocha dos Santos, um padre brasileiro que trabalha como missionário Naquele país.”