Magna Concursos
1575775 Ano: 2016
Disciplina: Teologia
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Pref. Itaúna-MG
“Na segunda metade da década de 1980 (...) passa por uma etapa significativa de sua expansão: a ultrapassagem das fronteiras brasileiras e sua chegada ao exterior. Nesse período, cerimônias informais com o uso do chá fora do Brasil ocorrem principalmente no modelo de workshops, até que rituais mais estruturados paulatinamente começam a ganhar espaço (Balzer 2004). Entre 1987/1988, chega aos EUA. Um ano importante na transnacionalização do CEFLURIS é 1989, quando é celebrado o que é considerado o primeiro ritual oficial na Europa. Esse foi conduzido na Espanha por lideranças da igreja Céu do Mar, do Rio de Janeiro (Groismann 2000; Pavillard e de las Casas 2011). Também data desse ano o primeiro encontro internacional no Céu do Mapiá. Ainda em 1989, chega à Bélgica, e em 1990 já havia grupos estabelecidos na Espanha, Bélgica e Portugal (Blainey 2013). A partir de então as comitivas, pequenos conjuntos de pessoas compostos por cantoras, músicos e lideranças que viajam juntos, ganham importância na transnacionalização. Assim como foi o caso na expansão nacional, as comitivas passam a funcionar como portavozes e fortalecedores de sua identidade no exterior. Também em 1992 começa a se constituir a primeira igreja na Holanda, o Céu dos Ventos, seguida pelo estabelecimento do Céu de Santa Maria, liderada por uma mulher, Geraldine Fijneman. Trata-se, a propósito, de uma importante inovação dentro da tradição, marcada por uma organização e hierarquia masculina. Essa igreja é, ainda hoje, um dos maiores e mais respeitados núcleos fora do Brasil (Groisman 2000; Rehen 2011). Na Itália, aporta em meados dos anos 1990, com a formação de dois centros (Menozzi 2011), e chega à Irlanda no final dessa década, levado por holandeses (Watt 2013). Paralelamente ao seu desenvolvimento na Europa, ele também alcança países de outros continentes, como o Uruguai (Scuro 2012) e o Canadá, onde é inaugurada uma igreja em 1996 (Tupper 2011).”
LABATE, Beatriz e ASSIS Glauber. Dos igarapés da Amazônia para o outro lado do Atlântico: a expansão e internacionalização no contexto religioso global. Revista Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 34(2): 11-35, 201. (Texto adaptado)
Após a leitura do texto podemos considerar qual a religião da Amazônia que ‘exporta’ seu produto (religião) para outros países?
 

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