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2655632 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-19
Balõezinhos
Na feira livre do arrabaldezinho
Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:
− “O melhor divertimento para as crianças!”
Em redor dele há um ajuntamento de menininhos [pobres,
Fitando com olhos muito redondos os grandes balõe[zinhos muito redondos.
No entanto a feira burburinha.
Vão chegando as burguesinhas pobres,
E as criadas das burguesinhas ricas,
E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.
Nas bancas de peixe,
Nas barraquinhas de cereais,
Junto às cestas de hortaliças
O tostão é regateado com acrimônia.
Os meninos pobres não vêem as ervilhas tenras
Os tomatinhos vermelhos,
Nem as frutas,
Nem nada.
Sente-se bem que para eles ali na feira os balõezinhos
[de cor são a única mercadoria útil e verdadeira-
[mente indispensável.
O vendedor infatigável apregoa:
− “O melhor divertimento para as crianças!”
E em torno do homem loquaz os menininhos pobres
[fazem um círculo inamovível de desejo e espanto.
(Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993, p. 196)
O emprego constante de palavras no sentido diminutivo acentua, no poema,
 

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