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3764086 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

O equívoco do IMC

1 Cada vez vejo mais médicos que consideram a

2 obesidade uma doença. Em saúde pública, é preciso

3 cuidado com generalizações desse tipo.

4 O critério mais aceito para definir obesidade se

5 baseia no IMC, calculado dividindo-se o peso pela altura

6 ao quadrado. Como consideramos obesas as pessoas

7 com IMC igual ou superior a 30, essa faixa inclui um

8 grupo muito heterogêneo, que vai dos que têm

9 obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35) até aqueles com

10 obesidade grave (IMC acima de 40), alguns dos quais

11 podem pesar 200 quilos.

12 Se rotularmos como doentes todos os que caem

13 nessa faixa tão diversificada, teremos cerca de 20% dos

14 brasileiros e 40% dos norte-americanos, por exemplo. A

15 continuar nesse ritmo, ser considerado saudável ficará

16 restrito a uma minoria.

17 Acho um equivoco usar o IMC como critério único

18 para separar pessoas com saúde daquelas enfermas,

19 Primeiro, porque, entre outras limitações, o IMC não

20 leva em conta sequer fatores anatômicos como a

21 estrutura osteomuscular. Quem tem ossos largos,

22 braços e pernas grossas tende a ter IMCs mais

23 elevados do que os longilíneos. Parâmetros como

24 circunferência abdominal são cada vez mais valorizados

25 pelos especialistas, para avaliar o risco cardiovascular.

26 Segundo, porque O IMC não reflete a atividade

27 física. Magros sedentários têm expectativa de vida mais

28 baixa do que aqueles com sobrepeso que fazem

29 exercícios com regularidade. Com frequência encontro

30 nas maratonas corredores corpulentos que poderiam

31 ser chamados de gordos. Faz sentido dizer que são

32 doentes mulheres e homens capazes de correr 42 km?

33 Você, leitor, dirá que a obesidade traz com ela

34 hipertensão arterial, diabetes, derrames, ataques

35 cardíacos e outros agravos. É verdade, a incidência

36 desses e de outros males é mais alta em obesos. Mas

37 estaria justificado classificar a obesidade como uma

38 patologia médica no caso dos que não apresentam

39 nenhuma dessas complicações?

40 Claro, a obesidade é uma condição ou fator de risco

41 para essas doenças, mas não devemos nos referir a ela

42 — e a outros fatores que aumentam riscos de adoecer

43 — como se fossem estados mórbidos, quando na

44 realidade não o são.

Autor: Drauzio Varella - GZH (Adaptado)

As palavras são acentuadas por diferentes regras da língua portuguesa. Nesse sentido, sobre a acentuação de palavras do texto, analise as assertivas e julgue V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:

( ) até (/.9) é acentuada por ser uma monossilaba tônica.

( ) saúde (/.18) é acentuada para marcar o hiato a-ú, garantindo a separação silábica adequada.

( ) têm (/.8) é acentuada para diferenciar-se de tem, indicando que o sujeito da oração está no plural.

( ) médicos (/1) recebe acento por ser uma proparoxítona, ou seja, sua silaba tônica está na antepenúltima silaba.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de baixo para cima, os parênteses acima?

 

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