Em 2001, foi publicado o primeiro “rascunho” do sequenciamento do genoma humano. Apesar de incompleto, o impacto da revelação das informações sobre nossos genes foi muito grande, como pode ser notado por este comentário do cientista David Baltimore:
“O que mais me interessa sobre o genoma? O número de genes está no topo da lista. O Projeto Genoma público estima que há 31 mil genes que codificam proteínas [...]. O número de genes que codificam proteínas nos humanos pode ser comparado aos 6 mil da levedura, 13 mil da mosca, 18 mil de um verme nematódeo e 26 mil de uma planta.[...] Fica claro que nós não ganhamos a nossa inegável maior complexidade que vermes e plantas por possuirmos mais genes. Entender o que nos dá complexidade – nosso imenso repertório comportamental, habilidade de produzir ações conscientes, incrível coordenação física (que compartilhamos com outros vertebrados), alterações precisamente ajustadas em resposta às variações externas no ambiente, aprendizado, memória... preciso continuar? – Permanece um desafio para o futuro.”
Nature, 2001 (Adaptado)
Alguns elementos celulares contribuem para multiplicar as ações de genes de modo a aumentar a diversidade fenotípica das células, mesmo com um número restrito de proteínas. Isso poderia explicar, pelo menos em parte, a questão colocada acima. Um elemento desse tipo é denominado