Por que furacões e tempestades têm nomes de pessoas?
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, os nomes de furacões, tornados e tempestades não são homenagens a políticos ou pessoas que morreram em decorrência de fenômenos naturais.
Usar nomes humanos, em vez de números ou termos técnicos, tem o objetivo de evitar erros e confusões. Isso nomes são mais fáceis de lembrar na hora de divulgar alertas, por exemplo. As listas são feitas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
A cada ano é feita uma lista com 21 nomes, um para cada letra do alfabeto (excluindo as letras Q, U, X, Y e Z), alternando nomes femininos e masculinos. Cada região tem uma lista diferente - os nomes disponíveis no Atlântico, por exemplo, não são os mesmos que estão disponíveis no leste do Pacífico.
Aí, os nomes são usados quando os eventos acontecem. As listas são reutilizadas a cada seis anos, mas os fenômenos mais violentos podem ter os nomes banidos para sempre. Foi o caso do furacão Katrina, que deixou um rastro de tragédia em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005.
A prática de inserir nomes de pessoas em tempestades e furacões começou durante a Segunda Guerra Mundial, quando o exército norte-americano batizou as tempestades com nomes de pessoas. A maioria era nomes de mulher, escolhidos como homenagem mães, esposas e namoradas. Em 1953, a utilização de nomes femininos se tornou regra, enquanto os nomes masculinos só passaram a ser utilizados em 1970.
No ano de 2014, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, revelou que os furacões e as tempestades com nomes de mulheres costumam matar mais pessoas do que aqueles fenômenos com nomes masculinos. Curiosamente, isso acontece porque eles são levados menos a sério e, por isso, há menos preparação para enfrentá-los.
https://recreio.uol.com.br/natureza/por-que-furacoes... - adaptado.
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE: