A hora e a vez dos lanches saudáveis
Se pensarmos que a escola ocupa um terço da vida de uma pessoa, nada mais justo que encarregá-la de grande colaboradora não só da formação social e cidadã de uma criança, mas também de seus hábitos alimentares.
Quando chega a hora do recreio, frituras, hambúrgueres, salgadinhos, balas, doces e refrigerantes costumam fazer parte do cardápio da maioria dos alunos. Algumas pesquisas apontam que hipertensão, diabetes e até mesmo problemas cardiovasculares estão surgindo cada vez mais cedo em crianças e adolescentes que apresentam obesidade.
De acordo com dados da ONG Obesidade infantil, aproximadamente 30,3% das crianças entre 6 e 11 anos têm excesso de peso e 15,3% são obesas. Entre os adolescentes, dos 12 aos 19 anos, 30.4% têm excesso de peso e 15,5% são obesos.
A preocupação corrente nas escolas se direciona para a necessidade de alimentos mais saudáveis no cardápio, prezando pelo rendimento e pela saúde de seus alunos. Mas e como incluir os alimentos saudáveis ao cardápio da hora de recreio? “A escola é um lugar de aprendizado, então pode ser também um espaço para aprender ........a........... se alimentar corretamente. Alguns pesquisadores da área dizem que, educando as crianças sobre alimentação saudável nas escolas, elas podem se tornar mediadoras de mudanças alimentares saudáveis na sua própria casa”, destaca Caroline Dalabona, professora da disciplina de Nutrição Materno Infantil do curso de Nutrição da Universidade Positivo. Segundo especialistas, o excesso de gorduras e açúcares consumidos durante a fase de desenvolvimento de uma criança inibe a ação das proteínas, que controlam o apetite e a saciedade ao longo da vida, e podem causar dificuldade de emagrecer e facilidade em engordar.
Além da necessidade das cantinas em se adaptar aos cardápios saudáveis, é função da escola promover momentos de discussão sobre temas ligados .........à.......... Educação Nutricional. “Acredito que palestras e cartilhas podem ajudar muito nesse sentido”, avalia Caroline.
Um exemplo positivo vem do Paraná, que proibiu, neste ano, o comércio de doces, frituras e refrigerantes nas escolas estaduais e particulares. As cantinas não podem mais vender balas, pirulitos, chicletes, refrigerantes e salgadinhos industrializados. Além disso, os estabelecimentos são obrigados a oferecer pelo menos duas opções de frutas aos estudantes. A legislação foi sancionada para minimizar o crescente número de casos de obesidade infantil.
Para Caroline, não adianta apenas proibir os alimentos sem orientar os alunos. “Acredito que essa medida seja .............necessária.................... como um alerta que o consumo excessivo de determinados alimentos pode ser prejudicial ..........à......... saúde. Mas de nada adianta tomar ..........essa............. atitude se ela não vier acompanhada de explicações e atividades educativas. Já dizia o ditado: tudo o que é proibido é mais gostoso”.
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“Alguns pesquisadores da área dizem que, educando as crianças sobre alimentação saudável nas escolas, elas podem se tornar mediadoras de mudanças alimentares saudáveis na sua própria casa”.
( ) Retirando a desinência de plural da palavra crianças, com exceção do termo inicial Alguns pesquisadores, todas as demais palavras que estiverem no plural deverão passar para o singular, a fim de estabelecer a relação de concordância entre os termos.
( ) A oração entre vírgulas estabelece uma condição para a ação final descrita no fragmento, de que as crianças “podem se tornar mediadoras de mudanças alimentares saudáveis na sua própria casa”.
( ) As palavras área, saudáveis e própria recebem acento gráfico em atenção à mesma regra.
( ) Os termos nas escolas e na sua própria casa atuam como adjuntos adverbiais, expressando uma circunstância de lugar às ações descritas.
( ) A palavra mediadoras, de acordo como o contexto, pode ser substituída, sem alteração de sentido, pelos adjetivos intérpretes e conciliadoras.