Texto VI:
Revista Segredos da Mente - Cérebro e Aprendizagem (Ano 3, nº 5, 2018)
Cada vez melhor
Consultorias
Amaryllis Schvinger, psicóloga clínica e psicoterapeuta;
Renata Alves Paes, psicóloga cognitivo-comportamental e neurocientista.
O cérebro não é o mesmo a vida toda (ainda bem!): é possível refazer as conexões entre os neurônios, adaptá-las e sempre melhorá-las. Esse potencial do órgão é chamado de neuroplasticidade.
Que o cérebro é um órgão fantástico e responsável por coordenar quase todas as ações do ser humano, todo mundo sabe. O que não é conhecido, na verdade, é o tamanho da capacidade de se desenvolver e se aprimorar que esse órgão possui – a chamada neuroplasticidade. E a ciência, cada vez mais, vem mostrando que essa habilidade está mais presente do que se imaginava. [...].
Novas possibilidades
Essa nova linha significou, de modo geral, que o cérebro, quando estimulado, poderia ser moldado da forma como cada um quisesse. A reorganização funcional do órgão acontece sempre que existe uma demanda. Aprender a usar um computador com um sistema operacional diferente do habitual é um exemplo dessa plasticidade do órgão. “Se o cérebro muda, então é possível investir na aprendizagem de novos conhecimentos. [...].
Adaptação necessária
A neuroplasticidade acontece, basicamente, em dois casos: após lesões cerebrais ou em resposta a um estímulo externo – aprender a tocar um instrumento, por exemplo. [...].
Já a plasticidade relacionada à aprendizagem, a sináptica, ocorre durante toda a vida a pessoa, mas sabe-se que os primeiros anos de idade são os mais suscetíveis a mudanças. Durante as etapas do desenvolvimento, o sistema nervoso é mais plástico. São janelas onde ocorre maior suscetibilidade a transformações. Na fase adulta, essa capacidade diminui ou se modifica à medida que envelhecemos, mas não desaparece”, explica a neurocientista Renata. “O ápice do desenvolvimento neural se dá na primeira infância, até os oito anos de idade. Aos 17, anos o cérebro da pessoa atinge o total do seu estágio de crescimento”, completa.
Mas isso não significa que, após certa idade, você não possa mais adquirir determinados conhecimentos. “A ideia de que 'estou velho demais para aprender' cai por terra”, assegura a psicológica Amaryllis Schvinger. [...].
Estimulando a plasticidade
A verdade é que todos nós queremos tirar o máximo de proveito do supercomputador que temos na cabeça. Mas como estimular isso, considerando que a neuroplasticidade já é algo natural do ser humano? Apesar de parecer evasiva, a resposta é clara: tem que colocar o cérebro para funcionar cada vez mais. “A estimulação deve ser criativa e com aspecto motivacional intenso, pois algo repetitivo e monótono não estimula o cérebro”, defende Renata Alves Paes, neurocientista. Já Amaryllis Schvinger, psicóloga, indica que “cuidar da alimentação, fazer exercícios, encontrar estratégias, para combater o estresse, cultivar as amizades verdadeiras, aprender muito sobre a tecnologia sem se sentir controlado por ela e estar atento às suas reações emocionais e afetivas” sejam as melhores formas de estímulo à plasticidade cerebral.
Fonte: https://forbes.com.br/forbes-tech. Acesso: 26/09/22.
A coordenação estabelece relações de independência sintática entre orações de um período. A partir de: “Já a plasticidade relacionada à aprendizagem, a sináptica, ocorre durante toda a vida a pessoa, mas sabe-se que os primeiros anos de idade são os mais suscetíveis a mudanças.”, assinale a resposta ERRADA, acerca da relação entre as orações no referido período.