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3561005 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Quadra-SP

De 10% a 15% dos que sofrem de depressão tentam acabar com a vida

De fato, entre todos os fatores de risco, o maior previsor de suicídio é a ocorrência de doenças mentais. Segundo a OMS, 90% das pessoas que se suicidam apresentavam algum desequilíbrio, como depressão, transtorno bipolar, dependência de substâncias e esquizofrenia – e 10% a 15% dos que sofrem de depressão tentam acabar com a vida.

Ainda assim, a OMS defende que 90% dos suicídios poderiam ser evitados. O desafio é cuidar das doenças mentais como cuidamos das outras doenças. Cerca de 60% das pessoas que se suicidam nunca se consultaram com um psicólogo ou psiquiatra. Imagine que estranho seria, por exemplo, se seis entre dez pessoas que quebram uma perna simplesmente não fossem a um ortopedista. Doença mental é apenas mais uma doença – e uma que pode causar o suicídio. Parece óbvio que o assunto deve ser visto como um problema de saúde pública.

“O primeiro passo para a prevenção é falar sobre o suicídio. Ele deveria ser tratado como a aids e o câncer de mama, cujas campanhas de prevenção foram fundamentais para diminuir a incidência das doenças”, diz a psicóloga e coordenadora do Instituto Vita Alere, que faz prevenção ao suicídio, Karen Scavacini. Essa é também a visão da OMS. Em 2013, seus membros se comprometeram a desenvolver estratégias para reduzir a incidência de casos em 10% até 2020.

O Japão é um exemplo de sucesso – e que tem índices historicamente altos. Até o fim dos anos 1990, o suicídio era considerado tabu. Não se deveria discuti-lo publicamente. Até que, em 1998, a incidência de casos cresceu mais de 8 mil em um ano e beirou as 33 mil mortes. A partir desse pico, filhos de vítimas foram à imprensa pedir atenção para o assunto, e o governo decidiu desenvolver medidas de saúde pública no país, que avaliavam fatores psicológicos, culturais e econômicos. Deu certo.

Apesar de ainda ser alto, o número de japoneses que se suicidam ao ano caiu gradativamente, e em 2012 ficou abaixo dos 30 mil pela primeira vez em 14 anos.

MITOS E VERDADES

&

VERDADES

QUEM AMEAÇA SE MATAR NÃO SE MATA, SÓ QUER CHAMAR A ATENÇÃO.

X

A maioria das pessoas que se mata dá sinais: muda de comportamento e fala a respeito a amigos ou profissionais de saúde. Leve-as a sério.

FALAR DE SUICÍDIO INCENTIVA A PESSOA A TIRAR A PRÓPRIA VIDA.

X

Não. Conversar abertamente sobre suicídio ajuda a preveni-lo, porque alivia a angústia e o desespero.

QUEM QUER SE MATAR VAI SE MATAR.

X

Ao contrário. Pessoas costumam ser ambivalentes sobre viver ou morrer. Muitos tomam veneno impulsivamente, mas logo depois se arrependem. Daí a importância do apoio emocional.

QUEM SOBREVIVE A UMA TENTATIVA DE SUICÍDIO ESTÁ FORA DE PERIGO

X

Um dos períodos mais

críticos é quando a

pessoa está melhorando

da crise que motivou a

tentativa, ou quando

ainda está no hospital.

SÓ PESSOAS

COM DOENÇAS

MENTAIS SE

MATAM.

X

Não. A maior parte das pessoas que sofrem de depressão, ansiedade ou esquizofrenia não sente vontade de acabar com a própria vida – e nem todos que se suicidam têm doenças mentais.

Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/sim-omelhor-e-falar-sobre-suicidio/ Acessado em: 24 de set. de 2018 (com adaptações).

Acerca dos seus propósitos, gerais ou específicos, somente é CORRETO afirmar que o texto:

 

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