A arte, pois, não imita objetos, ideias ou conceitos. Ela cria algo novo, porque não é cópia ou pura reprodução, mas a representação simbólica de objetos e ideias – que também podem ser visuais, sonoros, gestuais, corporais... – presentificados em uma nova realidade, sob um novo ponto de vista.
As produções artísticas são ficções reveladoras, criadas pelos sentidos, imaginação, percepção, sentimento, pensamento e a memória simbólica do ser humano. Este, quando se debruça sobre o seu universo interior e exterior, une a techné, sua capacidade de operar os meios com sabedoria, com a poiesis, sua capacidade de criação, desvelando verdades presentes na natureza e na vida que ficariam submersas sem sua presentificação. Desse modo, o ser humano poetiza sua relação com o mundo.
O caráter [deste conceito], portanto, é a analogia, e não a duplicação dos objetos. O ritmo das canções guerreiras, por exemplo, não reproduz diretamente o som das ações bélicas, mas lembra o caráter – o ethos –, a atitude psicológica e o moral dos soldados em luta, tornados presentes pela techné e pela poiesis de um artista.
MARTINS, M. C. F. D.; PICOSQUE, G.; GUERRA, M. T. T. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer. São Paulo: FTD, 1998. p. 24 Adaptado.
O texto acima discute o conceito de
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Professor - 6º ao 9º Ano Educação Artística
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