A agricultura brasileira iniciou-se na região Nordeste do Brasil, no século XVI, com a criação das chamadas Capitanias Hereditárias e o início do cultivo da cana.
Baseada na monocultura, na mão de obra escrava e em grandes latifúndios, a agricultura permaneceria, por muito tempo, basicamente restrita à cana, com alguns cultivos diferentes para subsistência da população da região, porém de pouca expressividade.
Só a partir do século XVIII, com o minério e o café, que, a partir do século XIX, seriam os principais produtos brasileiros, é que o cultivo de outros vegetais começa a ganhar mais importância. Muitos engenhos são abandonados e a atividade canavieira se estagna devido à transferência da mão de obra para a mineração e o cultivo do café.
Tal como ocorrera com o período de grande produção da cana-de-açúcar, o auge da cafeicultura no Brasil representou uma nova fase econômica. Por isso, podemos dizer que a história da agricultura no Brasil está intimamente associada com a história do desenvolvimento do próprio país. Principalmente ao se considerar o período a partir do século XIX , quando o café se tornou o principal artigo de exportação brasileiro, logo após o declínio da mineração.
Mas o cultivo do café, que, durante todo o século XIX, faria fortunas e influenciaria fortemente a política do país, começa a declinar por volta de 1902, quando a crise atinge seu ponto culminante. O Brasil produzira mais de 16 milhões de sacas de café, enquanto o consumo mundial pouco ultrapassava os 15 milhões, fazendo que o preço do café apresentasse queda vertiginosa.
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Em relação ao texto, julgue o item a seguir.
A agricultura brasileira, desde a época da colônia, já era diversificada para atender à exportação de alimentos.