Pensamento vem de fora
e pensa que vem de dentro,
pensamento que expectora
e que no meu peito penso.
Pensamento a mil por hora,
tormento a todo momento.
Por que é que eu penso agora
sem o meu consentimento?
Se tudo que comemora
tem o seu impedimento,
se tudo aquilo que chora
cresce com o seu fermento;
pensamento, dê o fora,
saía do meu pensamento.
Pensamento, vá embora,
desapareça no vento.
E não jogarei sementes
em cima do meu cimento.
ANTUNES, Arnaldo. Tudos. 4ª ed. São Paulo: Iluminuras, 1998.
A respeito do poema, assinale a opção que apresenta a afirmação incorreta.
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