Paciente de 29 anos, previamente hígida, deu
entrada no pronto-socorro com quadro de dor
pélvica intensa há 3 dias, febre (38,5 °C), náuseas
e corrimento vaginal fétido há 1 semana. Relata
novo parceiro sexual há 2 meses, não usa
preservativo. Nega gestações prévias, usa
anticoncepcional oral combinado. Ao exame
físico: regular estado geral, descorada +/4, PA:
100/60 mmHg, FC: 110 bpm, Tax: 38,2 °C.
Exame especular: corrimento mucopurulento em
grande quantidade. Toque vaginal: colo uterino
amolecido com dor à mobilização, útero
doloroso, massa palpável e extremamente
dolorosa em anexo direito de aproximadamente
8 cm. Exames laboratoriais: Leucócitos: 18.500/mm³ (bastões 12%), PCR: 156 mg/L,
VHS: 68 mm. Ultrassonografia transvaginal:
imagem cística complexa em anexo direito
medindo 7,5 x 6,2 cm, com debris internos e
septações grosseiras, sugestiva de abscesso tuboovariano. Anexo esquerdo normal. Teste de
gravidez negativo. Foi iniciado tratamento com
ceftriaxona 2g IV/dia + doxiciclina 100 mg VO
12/12 h + metronidazol 500 mg IV 8/8 h. Após
72 horas de antibioticoterapia, paciente mantém
febre (38 °C), dor pélvica intensa (EVA 8/10),
sem melhora clínica. Nova ultrassonografia:
abscesso com 8 cm, sem redução dimensional.
Qual a conduta mais adequada neste momento?
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