Não é fácil fazer um balanço sintético e objetivo da “era desenvolvimentista” (1937-1990). Foram 29 anos de regime autoritário, e durante essas cinco décadas, apesar do crescimento da economia, a desigualdade na distribuição da riqueza e da renda aumentou de forma quase contínua. Na maior parte desse tempo, predominou um projeto hegemonizado pelas forças conservadoras, sustentando-se
em uma coalizão extremamente heterogênea e arbitrada pelo poder militar. Mas nesse período e sob essas condições, a ação conjunta dos capitais estatais, associada aos capitais privados estrangeiros e nacionais, construiu uma economia industrial diversificada e relativamente integrada.
José Luís Fiori. 60 lições dos 90, uma década de
neoliberalismo. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2001, p. 191 (com adaptações).
Ainda tendo por base o período focalizado no texto V, julgue o item seguinte, concernentes ao cenário político-partidário brasileiro.
Embora transitando por caminhos distintos, sempre se enfrentando nas disputas eleitorais, PSD e União Democrática Nacional (UDN) acabaram por convergir suas posições conservadoras à medida que se aprofundava a crise do regime instaurado em 1946. Não por outra razão, foi fundamentalmente de seus quadros que saiu o apoio político ao golpe de 1964 e ao regime militar que a ele se seguiu.