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Com o alastramento, a partir das últimas décadas do século passado, da terceira Revolução Industrial, aliada ao neoliberalismo, um número crescente de indivíduos mundo a fora se vê entre a cruz e a espada. De um lado, o desemprego, do outro, um trabalho a cada dia mais absorvente, exigente, instável, estressante.

No Japão, dezenas de famílias de vítimas de karoshi, a morte por excesso de trabalho, são indenizadas pelo governo todo ano. Os ingleses batem recordes de faltas ao trabalho em razão do estresse e gastam bilhões com terapias para combater o problema. No Brasil, a grande maioria das ocupações criadas nos últimos anos não é apenas precária e estressante: resulta de estratégias de sobrevivência no limite do desespero. No mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 30% dos trabalhadores têm sintomas de depressão, transtornos de ansiedade (como a síndrome do pânico) ou estresse.

Flavio Lobo. Vida e morte no trabalho. In: Carta Capital,
ano X, n.o 263, 22/10/2003, p. 12-3 (com adaptações).

Tendo o texto acima por referência inicial, julgue o item a seguir, relativos a aspectos sociais e econômicos da sociedade contemporânea.

O neoliberalismo traduz, no campo das idéias políticas e econômicas, a nova realidade da globalização. Em linhas gerais, ele propõe o fortalecimento do Estado como executor de políticas sociais e, principalmente, como regulador das relações entre capital e trabalho.

 

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