A equipe de Recursos Humanos estava há dias me pedindo para preencher o formulário de requisição de um novo estagiário para minha equipe.
(...) Comecei então refletindo sobre as necessidades de nossa área, o tamanho dos desafios, as sensibilidades, as demandas do dia a dia; quais as responsabilidades que esse novo funcionário teria e as urgências que já o esperavam.
(...) Para encabeçar a lista, coloquei no papel, quase sem pensar, o que eu entendia ser óbvio para um estudante já trazer com ele; e a primeira palavra que veio em mente foi... experiência! (...) Além de falar e escrever fluentemente português − e inglês, com texto impecável dirigido para diferentes públicos; que saiba trabalhar sob pressão; que tenha inteligência emocional e que seja um bom articulador; que saiba ouvir, que seja sucinto ao falar e vá direto ao ponto; que tenha maturidade suficiente para lidar com frustrações; e ser resiliente (claro) seria condição inegociável...
Ao terminar, resolvi checar se não tinha esquecido nada. E à medida que fui lendo minha “listinha básica”, fui ficando envergonhada de mim mesma e de minha expectativa surreal. (...) Depois de tantas atribuições, só faltava eu exigir desse estagiário um doutorado em Harvard! Aliás, como exigir tudo isso de alguém que está batalhando para ter a primeira oportunidade de trabalho e que provavelmente não sabe como funciona o ambiente empresarial?
(Webber, Malu: À procura do estagiário com doutorado em Harvard? Aberje (www.aberje.com.br), 2 de março de 2010
O texto acima mostra que na montagem de uma equipe de comunicação, os estagiários devem ser considerados