Observe a tabela:
| Grau de risco | Transmissão da língua entre as gerações |
|---|---|
| Segura | A língua é falada por todas as gerações; a transmissão é intergeracional e ininterrupta. |
| Vulnerável | A maioria das crianças fala a língua, mas podendo estar restrita a certos domínios (Ex.: em casa). |
| Definitivamente em risco | As crianças não aprendem mais a língua em casa como língua materna. |
| Severamente em risco | A língua é falada por avós e gerações mais velhas. Embora a geração dos pais possa compreendê-la, eles não falam nesta língua com os filhos ou entre eles mesmos. |
| Criticamente em risco | Os falantes mais novos da língua são os avós e os mais velhos, e eles falam a língua parcialmente e esporadicamente. |
| Extinta | Não há falantes vivos. |
UNESCO. Language Vitality and Endangerment. Paris: UNESCO, 2003. (Adaptada).
Na tabela, apresentam-se os critérios da UNESCO para avaliação da vitalidade linguística. Considerando-se que a tabela foi pensada para línguas orais e pensando no contexto sociolinguístico da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no Brasil, pode-se afirmar que a Libras, tomando-se essa tabela como referência, está mais próxima de ocupar uma posição de risco relacionada ao padrão de transmissão intergeracional. Um dos principais fatores que justifica essa classificação é o fato de que aproximadamente 95% das crianças surdas nascem em famílias ouvintes, o que compromete a transmissão natural da língua no ambiente doméstico.
Diante desse cenário, a política linguística em cena que mais diretamente atua para reverter esse risco de vitalidade da Libras é a/o