Leia atentamente o seguinte excerto: “A arena de disputas em torno da ideia de comunidade nos mostra que não apenas não há consenso quanto ao seu significado, mas principalmente revela os diversos interesses em conflito – sejam eles de ordem social, política ou cultural – na criação e apropriações do termo comunidade. Enquanto uns vão focar aspectos um tanto quanto idílicos do que seria a “verdadeira” comunidade, aquela vinculada ao território e aos laços fortes e primários de família e amizade, outros vão problematizar a suposta homogeneidade desses agrupamentos sociais, destacando seus conflitos internos e com os “outros”, de fora, seus ideais de liberdade versus cerceamento, segurança versus instabilidade, tradição versus modernidade, local versus global” (POLIVANOV, 2014).
Considerando o excerto acima, analise as seguintes afirmações:
I. O termo comunidade é um termo esquivo, impossível de delimitá-lo em um significado único, e não exclusivo de nenhum campo de estudos em específico, seja a sociologia, antropologia, psicologia, entre outros.
II. O termo comunidade se refere ao que é comum e consensual entre todos seus integrantes, atendendo a uma visão utópica de uma sociedade sem classes.
III. O termo comunidade, ainda que advenha do termos de communis (o que pertence a muitos ou a todos), pode ser pensado hoje no contexto globalizado, nos entrecruzamentos interculturais, que mesclam nossas referencias culturais nativas com as internacionais, sem negar as tensões dos seus aspectos polêmicos.
Está correto o que se afirma em