Sobre a espiritualidade na medicina cardiovascular, assinale a alternativa INCORRETA.
Ateus e agnósticos, por não acreditarem ou serem incertos sobre a existência de Deus, possuem uma forma atenuada de espiritualidade, devendo-se, então, encorajá-los a buscar a religião para obtenção de melhores resultados na prevenção primária e secundária das doenças.
A maioria dos estudos demonstram a relação benéfica entre espiritualidade, religiosidade e variáveis fisiológicas e fisiopatológicas de muitas entidades clínicas, incluindo-se as doenças cardiovasculares. A despeito de grande heterogeneidade entre os estudos, observam-se melhores níveis de pressão arterial, neurohormônios e ativação do sistema nervoso autônomo, variabilidade da frequência cardíaca, dislipidemia, risco cardiovascular, doença aterosclerótica, diabetes mellitus, proteína C reativa e outros marcadores de inflamação e imunidade.
Estudos demonstram que a maioria dos pacientes gostaria que seus médicos perguntassem sobre espiritualidade e religiosidade, gerando mais empatia e confiança no médico e, assim, resgatando a relação médico-paciente, com um cuidar mais humanizado.
O respeito à espiritualidade, religiosidade e às crenças individuais é fundamental e deve compor o plano terapêutico, se não for prejudicial.
Cabe ao médico compreender que o paciente tem autonomia de poder modificar o plano terapêutico com base em suas crenças religiosas e, assim, propor modificações no rumo do tratamento. Por exemplo, apoiar técnicas de meditação como uma opção à dor crônica, mudar planos de tratamento quimioterápico, buscar suporte da comunidade.
Olá, para continuar, precisamos criar uma conta! É rápido e grátis.