Disciplina: Geografia
Banca: Fundação La Salle
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
Nas áreas urbanas, a pressão decorrente do intenso processo de urbanização, avança sobre as áreas de condições topográficas impróprias à ocupação, como por exemplo, as encostas íngremes de morros e as áreas ribeirinhas. Com relação as áreas de risco em encostas e áreas ribeirinhas, consideram-se as seguintes afirmações:
I - Os movimentos de massa rápidos estão relacionados aos fenômenos naturais, como a erosão na base das vertentes que rompe com o equilíbrio, assim como os deslizamentos de lama que são muito comuns em terrenos de estratos argilosos, já que as argilas, ao serem hidratadas em períodos de chuvas, podem solifluir e, consequentemente todo material sobrejacente escorrega junto.
II - As enchentes em áreas urbanas são consequência de dois processos, que ocorrem isoladamente ou de forma integrada: enchentes em áreas ribeirinhas, causadas pela ocupação irregular e desordenada do espaço urbano no leito de um corpo d'água, e as enchentes por urbanização, que impermeabilizam o solo, impedindo a absorção da água da chuva e aumentando o escoamento superficial.
III - A gestão de áreas de risco exige a colaboração entre governos, comunidades e especialistas para mitigar os impactos. O zoneamento de áreas de riscos, a remoção e relocação, sistemas de alerta, projetos de engenharia bem como a educação ambiental são algumas das estratégias.
IV - A ocupação em áreas de risco é resultado da combinação de fatores sociais, políticos, econômicos e ambientais. A precariedade das construções e da infraestrutura é um reflexo direto da vulnerabilidade socioeconômica e da falta de planejamento urbano adequado. Proteger essas populações exige, portanto, não apenas medidas de engenharia, mas políticas públicas que resolvam a causa-raiz: a desigualdade social e o direito à moradia digna e segura.
Das afirmações acima, quais estão corretas?