Lixo. Foi esse o nome dado à maior parte do que se encontrou no material genético humano há 11 anos, quando cientistas conseguiram decodificar, pela primeira vez, o que nele estava escrito. Isso porque se descobriu que uma parte ínfima do DNA, inferior a 2%, possuía genes capazes de coordenar a codificação de proteínas, consideradas o carro chefe do funcionamento celular. Uma parcela grande dos pesquisadores, claro, duvidou dessa visão, pois não haveria sentido em tanto material genético sem função no nosso organismo. Por isso, os estudos sobre o que seria o tal “DNA-lixo” prosseguiram. Agora sabemos que essa primeira conclusão estava errada. A maior parte do genoma está envolvida em uma complexa coreografiaE molecular responsável por converter informação genética em células vivas. A divulgação dos dados foi comemorada por pesquisadores ao redor do mundo. Essa maior carga de informação permitirá conhecer, de forma inédita e muito mais profunda, como se originam as enfermidades no corpo humano. As informações servirão de base para o desenvolvimento de novas terapias, na busca da cura de enfermidades para as quais hoje não há tratamento.
IstoÉ, 22/9/2012 (com adaptações)
Assinale a opção correta, a respeito do uso de expressões no texto.