Pânico ou medo?
A maioria da humanidade tem – e sempre teve – medo. O homem não é a espécie mais forte sobre a Terra, nem a mais ágil. Talvez não seja nem a mais esperta, se levarmos em conta as decisões autodestrutivas que tomamos de vez em quando. Mas de uma coisa podemos nos orgulhar: somos os mais medrosos. Não fosse isso, é provável que jamais tivéssemos chegado até aqui. A civilização é fruto do medo que temos da desordem, as cidades nasceram do pavor da natureza, a ciência é filha do terror que o desconhecido causa, as religiões, as armas, a diplomacia, a inteligência. Devemos tudo isso ao medo.
A Organização Mundial da Saúde calcula que pelo menos 15% dos seres humanos têm o problema da terrível síndrome do pânico. Nesse caso, o sujeito começa a prestar atenção no ritmo de sua respiração ou nos batimentos do coração e se convence de que há algo estranho. Isso gera ansiedade e, com ela, surgem os sintomas do medo: coração cada vez mais acelerado, respiração cada vez mais descontrolada, suor. Daí a vítima começa a ter certeza de que realmente está passando mal e se convence de que vai morrer.
O medo nos mantém vivos. Mas, quando é demais, atrapalha.
O medo é uma preparação para o desconhecido e evapora quando a situação se torna conhecida.
(Mega Arquivo. Carlos Rossi. Publicado em: 06/01/2013. Adaptado.)
No trecho “O medo é uma preparação para o desconhecido e evapora quando a situação se torna conhecida.” (4º§), a expressão “evapora” significa: