O boom de mineração despertou o apetite dos países
donos de reservas, não importa a linha política de seus
governos.
No Peru, onde metade da arrecadação depende do
extrativismo, a moderada gestão de Ollanta Humala dobrou em
2011 a cobrança de royalties para até 6%. Na Tanzânia, quarto
maior produtor de ouro da África, o governo do Partido
Revolucionário baixou uma nova lei de mineração em 20
e elevou de 3% para 4% os royalties dos metais preciosos.
A Índia, democracia mais populosa, subiu para 10% os
royalties da mineração em 2009. A China, regime autoritário
mais populoso, aumentou os impostos em 2011.
O ministro das Finanças de Quebec, maior província
do Canadá, convocou as mineradoras para uma reunião em
março para rever a taxação, sob o argumento de que “o
mercado de minerais não é o que era há dez anos” e de que é
necessário “maximizar os benefícios” à população.
Internet: www.fazenda.gov.br (com adaptações).
As expressões “moderada gestão” (l.5), “o governo do Partido Revolucionário” (l.7-8), “democracia mais populosa” (l.10) e “regime autoritário mais populoso” (l.11-12) reforçam o ponto de vista expresso no primeiro período do primeiro parágrafo do texto.