“(...) é uma festa ligada à 'linha de cura', realizada na Casa Fanti-Ashanti no dia de Santa Luzia, para entidades femininas (moças e princesas). Segundo Pai Euclides, inspira-se nos bailes de São Gonçalo, santo casamenteiro, que é invocado na abertura e no encerramento do ritual. Apesar da festa exigir a presença de um sanfoneiro que toca músicas "abaionadas" (...). Na Casa Fanti-Ashanti é dançado pelas filhas-de-santo incorporadas com entidades femininas, com a indumentária por elas usada nos 'toques' de mina antes da incorporação, acrescida da manta de miçanga usada pelas tobossis na Casa das Minas. Conforme Pai Euclides, surgiu no terreiro do Egito (já desaparecido) - fundado por uma africana de Cumassi, falecida em 1911 - onde, segundo Pai Jorge (Oliveira, J. 1989) era também denominado tenterém (...) foi também realizado em outros terreiros de São Luís oriundos do Terreiro do Egito: no do Engenho (já também desaparecido), no de Verônica ('guia'/mãe-pequena da casa e sua última zeladora), transferido para o interior do Estado do Maranhão. No primeiro era realizado para Bela Infância, entidade espiritual que ali comandava a linha de princesas, também homenageada na Casa Fanti-Ashanti - onde a festa surgiu no ano de 1973 e tornou-se regular a partir de 1980. foi também realizado em outros terreiros de São Luís oriundos do Terreiro do Egito: no do Engenho (já também desaparecido), no de Verônica ('guia'/mãe-pequena da casa e sua última zeladora), transferido para o interior do Estado do Maranhão. No primeiro era realizado para Bela Infância, entidade espiritual que ali comandava a linha de princesas, também homenageada na Casa Fanti-Ashanti - onde a festa surgiu no ano de 1973 e tornou-se regular a partir de 1980.” FERRETI, Mudicarmo.Tambor de Mina Casa Fanti-Ashanti/Ma. ECMA/1991.
O texto da antropóloga Mudicarmo Ferreti descreve qual ritual do Tambor de Mina?