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61313 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CAIP-IMES
Orgão: CET-Santos
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EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA SEMAFÓRICA E USO DA ATUAÇÃO NO BRASIL

Como visão preliminar, pode-se identificar duas linhas diferentes de evolução na informatização ou automação do controle semafórico. Por um lado, pode-se destacar a concepção e implantação de sistemas de controle computadorizado centralizados (que pode ser relacionada com a tradição inglesa, em particular), que são aqueles nos quais o computador comanda diretamente a programação dos semáforos, informando a cada instante qual a situação luminosa que deve acontecer (ZSASZ, 1997). De outro, pode-se destacar também a sofisticação das ferramentas de automação dos semáforos com base em informação imediata e local, que corresponde ao controle atuado pelo tráfego (que pode ser relacionada com a tradição norte-americana), em que se medindo o fluxo através de detectores, é possível melhorar o desempenho e manter a programação ótima, acompanhando a flutuação aleatória e microscópica do tráfego, ciclo a ciclo (ZSASZ, 1997).

A evolução do controle semafórico no Brasil desenvolveu-se na década de 70, por linhas definidas pelas experiências de outros países e foi liderada pelas iniciativas tomadas pela CET/SP - Companhia de Engenharia de Tráfego do Município de São Paulo.

No primeiro passo, quando aqui ainda imperavam os equipamentos eletromecânicos, ocorreu a introdução de controladores multiplanos, de tempo fixo (de origem norte-americana, em 1976). O segundo passo incluiu a implantação da centralização de equipamentos com programações a tempos fixos (com o projeto SEMCO em São Paulo, em 1980), utilizando controladores eletrônicos importados (da Plessey, fabricante inglesa). A iniciativa de desenvolver e testar um controlador atuado nacional (realizado em conjunto pela CET/SP e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT) foi um esforço paralelo que teve uma significação menor (BONETTI, 2001).

O controle semafórico atuado pelo tráfego como alternativa intermediária entre os sistemas em tempo real e o controle em modo “off-line” não foi empregado no Brasil. Por exemplo, na cidade de São Paulo, após a implantação do controle em modo coordenado “off-line”, o controle semafórico em modo atuado foi cogitado posteriormente, mas foi implantado em cerca de 30 interseções (contra os mais de 400 semáforos centralizados).

Dessa época aos dias de hoje, o controle semafórico em modo atuado não tem sido utilizado em larga escala no Brasil, exceto para estágios específicos de travessia de pedestres acionados por botoeira, talvez pela ausência de recursos mais avançados nos equipamentos nacionais.

A realidade de outros centros urbanos parece nortear-se por esta estratégia utilizada pela CET-SP (pode-se citar, entre outros, Rio de Janeiro, Juiz de Fora e Campo Grande com sistemas baseados em detectores e seleção dinâmica de planos, Porto Alegre, Vitória, Campinas e Ribeirão Preto com sistemas de supervisão da operação dos semáforos, ainda a estratégia existente em Curitiba).

Ressalta-se que no Brasil, mesmo fora de São Paulo, não se tem notícia de nenhuma outra cidade que utilizasse controle semafórico centralizado até meados dos anos 80 (quando foi implantado em Curitiba). Apesar disso, também não se teve o controle atuado (nem o centralizado) nas demais grandes cidades brasileiras.

Nos Estados Unidos, grande parte dos corredores de tráfego opera combinando coordenação “off-line” com semi-atuação local. No entanto, os controladores utilizam lógicas mais complexas orientadas para otimizar a inclusão ou exclusão de estágios de conversão à esquerda, do que a lógica tradicional disponível nos controladores nacionais. Dessa forma, o controle pode não apresentar uma sequência fixa de estágios dependendo da existência de demanda nas conversões.

A forma usual de atuação utiliza os controladores com anéis duais (dual ring; ver HCM, 1997), que usam atuação em duas sequências alternativas paralelas.

Disponível em: http://meusite.mackenzie.com.br/professor_cucci/texto22.pdf. Acesso em 20/04/2012.

A separação silábica está correta em:

 

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