Depois de mais de três décadas sem registrar um caso de poliomielite, o Brasil convive, em pleno século 21, com a perspectiva desoladora do ressurgimento da doença.
O país foi incluído pela Organização Pan- Americana de Saúde, ao lado de Bolívia, Equador, Guatemala, Haiti, Paraguai, Suriname e Venezuela, no inglório rol de nações do continente com alto risco de retorno da moléstia viral.
O alarme com relação à doença, que em suas formas mais graves compromete o sistema nervoso, causando paralisia permanente dos membros, decorre da cobertura vacinal insuficiente.
Como regra, epidemiologistas preconizam que 95% do público-alvo – de bebês de 2 meses até crianças de 5 anos – precisa ser imunizado para impedir a circulação da pólio. Desde 2015, no entanto, há piora por aqui.
(Editorial, Folha de S.Paulo, 14.12.2021. Adaptado)
Na frase final do texto – Desde 2015, no entanto, há piora por aqui. –, a conjunção destacada expressa sentido de