Magna Concursos
2465857 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: Câm. Piraquara-PR
Boato: Sabe da última?
Luiz Weis e Maria Inês Zanchetta
É sempre tudo muito parecido: uma história que ninguém sabe exatamente de onde saiu passa de boca em boca e, em questão de horas, se tanto, com os devidos acréscimos e bordados, vira verdade verdadeira. É o boato, um dos mais assíduos frequentadores de conversas, em toda parte e de todo tipo de gente. Costuma crescer feito bola de neve em situações de tensão e ansiedade. E pode murchar como um balão furado assim que alguém se dá ao trabalho de conferir o rumor antes de passá-lo adiante, o que, porém, raramente acontece. Às vezes, sobrevive a todas as checagens – e aí vira lenda.
Um exemplo clássico que correu mundo por se referir a uma celebridade foi o da morte do beatle Paul McCartney que chegou a ser notícia de primeira página(E nos Estados Unidos em 1967, nos anos de glória do conjunto. Paul, naturalmente, estava vivo da silva – mas nem isso iria convencer os partidários da teoria do passamento do senhor McCartney. Muitas evidências foram arranjadas para demonstrar que o boato era fato. (...) E assim a história foi sendo enriquecida com detalhes do arco-da-velha: ele teria morrido em um acidente automobilístico em novembro de 1966 e fora substituído por um dublê. (...) Mas o boateiro não é uma pessoa diferente das demais ou coisa que o valha. Não há quem, com maior ou menor convicção, não tenha sido cúmplice da difusão de uma história, geralmente envolvendo gente famosa, sem ter a menor ideia se era verdadeira ou não. Ou, o que ainda é mais comum, sem se perguntar se o boato não teria sido plantado de propósito por alguém interessado em beneficiar-se da circulação da notícia falsa. Passar adiante um boato, em suma, parece parte da condição humana. Muitos boatos nascem de um mal-entendido. Alguém tira uma conclusão errada do que vê, lê ou escuta, confunde um gesto ou uma frase, e pronto – faz brotar uma inverdade que, levada às últimas consequências, pode envenenar a reputação de pessoas inocentes antes mesmo que fiquem sabendo dos rumores em que caíram.
(Revista Superinteressante número 4, ano 2, jan. 1989,
disponível em: <http://super.abril.com.br/cotidiano/boato-sabe-ultima-438891.shtml>. Acesso em 22 maio 2013).
No trecho “Costuma crescer feito bola de neve em situações de tensão e ansiedade. E pode murchar como um balão furado (...)”, a conjunção e pode ser substituída, com as devidas alterações de pontuação e sem prejuízo do significado básico, por:
 

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