A
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições tomam o lugar de pelos, garras, presas e instintos,
na busca de alimentos e abrigo; por isso, a diferença entre
história natural e história social não é apenas quantitativa, mas também qualitativa, estabelecendo um momento de ruptura entre a história construída pela natureza
e aquela em que os seres humanos, além de pacientes, são
também agentes.
B
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições ampliam capacidades já inscritas biologicamente;
por isso, a diferença entre história natural e história social
é sobretudo quantitativa, uma vez que os seres humanos
continuam a agir prioritariamente segundo instintos aperfeiçoados pela cultura, estabelecendo um momento de
disruptura entre a história construída pela natureza e
aquela em que os seres humanos, além de pacientes, são
também agentes.
C
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições substituem parcialmente os mecanismos biológicos
de adaptação; por isso, a passagem da história natural à
história social não constitui ruptura, mas continuidade
evolutiva, já que a natureza permanece como fator plenamente determinante da ação humana.
D
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições representam estágios mais complexos de uma
mesma lógica natural; por isso, a história social deve ser
compreendida como prolongamento direto da história
natural, sem distinção qualitativa entre ambas, estabelecendo um momento de ruptura entre a história construída
pela natureza e aquela em que os seres humanos, além de
agentes, são também pacientes.
E
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições expressam o aperfeiçoamento progressivo da civilização; por isso, a passagem da história natural à história
social deve ser entendida como progresso necessário,
pelo qual toda transformação histórica corresponde a um
avanço civilizatório.