Magda Soares (2020) analisa que, no Brasil, só a partir dos anos 70 é que os linguistas passam a se interessar pela alfabetização e começa a haver uma produção significativa olhando para “o que a criança faz com a língua”; ao mesmo tempo, a psicologia cognitiva se volta para o contrário: “o que a língua escrita faz com a criança”, enquanto os pedagogos que assumem as salas de aula para alfabetizar as crianças desde lá insistiam: “é preciso falar o que é para fazer”. Como pesquisadora e formadora de professores, ela contrapõe ao analfabetismo o alfabetismo ou letramento, de grande complexidade e que compreende a dimensão individual e a social, podendo ser fraco ou forte. Coerentemente, a respeito de qual método aplicar, Soares argumenta que o professor