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Texto V
ROMANCE XXVIII ou DA DENÚNCIA DE JOAQUIM SILVÉRIO
No Palácio da Cachoeira,
com pena bem aparada,
começa Joaquim Silvério
a redigir sua carta.
De boca já disse tudo
quanto soube e imaginava.
Ai, que o traiçoeiro invejoso
junta às ambições a astúcia.
Vede a pena como enrola
arabescos de volúpia,
entre as palavras sinistras
desta carta de denúncia!
Que letras extravagantes,
com falsos intuitos de arte!
Tortos ganchos de malícia,
grandes borrões de vaidade.
Quando a aranha estende a teia,
não se encontra asa que escape.
Vede como está contente,
pelos horrores escritos,
esse impostor caloteiro
que em tremendos labirintos
prende os homens indefesos
e beija os pés aos ministros!
(...)
(No grande espelho do tempo,
cada vida se retrata:
os heróis, em seus degredos
ou mortos em plena praça;
- os delatores, cobrando
o preço das suas cartas...)
Cecília Meireles
Leia os fragmentos de Cecília Meireles, Texto V.
Que letras extravagantes,
com falsos intuitos de arte!
..........................................
Quando a aranha estende a teia,
não se encontra asa que escape.
...........................................
prende os homens indefesos
e beija os pés aos ministros!
As conjunções não devem ser vistas como meros conectivos (palavras aparentemente sem carga significativa que ligam outras palavras ou
orações), mas como elementos capazes de estabelecer relações de significado.
Considerando as palavras destacadas, aponte a alternativa que estabelece a relação correta:
 

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