Texto CB2A1
A incorporação de novas tecnologias no setor público
deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade
imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA)
surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de
automação, mas como um elemento transformador da própria
atividade administrativa. Para o profissional do direito,
compreender como os algoritmos interagem com os princípios
constitucionais da administração pública é fundamental. Não se
trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das
garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital.
Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem
dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A
capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar
execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e
otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA
permite que a administração pública realize mais com menos
recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento
funcional.
No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a
segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de
robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo.
Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza
dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que
possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos
ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem
juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos
quando delegados a uma máquina.
A automação não retira do Estado a responsabilidade pela
higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito
mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software.
O advogado moderno precisa entender que a defesa do
administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios
utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.
Internet: <https://legale.com.br> (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativo ao texto CB2A1 e às ideias nele veiculadas.
Quanto à tipologia, o texto classifica-se como predominantemente injuntivo, pois orienta o leitor acerca dos procedimentos necessários para a implementação da IA na administração pública.