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Presença Europeia
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O Espírito Santo é o resultado de uma mistura, um encontro de raças que faz a sua história rica de tradição e costumes. A herança europeia está presente nas montanhas do interior do ES nas danças italianas, pomeranas, alemãs, holandesas e polonesas que resistem e renovam-se. Elas foram incorporadas à cultura popular capixaba e suas apresentações são demonstrações de pura alegria. Na culinária, uma variedade de pratos. Dos italianos, temos o ministroni, anholini, tortei, sopa, pavese, risoto, e a famosa polenta. Dos alemães, chucrutes, geleias, biscoitos caseiros, café colonial e o brot (pão caseiro). Nos municípios de Domingos Martins, Marechal Floriano, Pedra Azul e Santa Teresa municípios originários de colônias de imigrantes europeus, acontecem anualmente festivais que chegam a receber 30 mil pessoas, como a Festa da Polenta, em Venda Nova do imigrantes, Festa do Vinho, em Santa Teresa, a do Morango, em Pedra Azul e a Sommerfest, em Domingos Martins.
(Espírito Santo - um estado singular. Sandra Medeiros p.78)
Santa Teresa e Domingos Martins serviram de berço para dois cientistas de renome nacional e internacional, ambos descendentes de imigrantes europeus: Augusto Ruschi e Roberto Kautsky. O primeiro destacou-se no estudo dos colibris. Foi biólogo pesquisador dedicado à luta ecológica, até a sua morte. O segundo, além de cientista ainda em atividade, estudioso das orquídeas e bromélias, é também fabricante de refrigerante detentor de uma fatia expressiva do mercado nacional. Outras personalidades descendentes de europeus destacam-se pelo seu empreendorismo e dinâmica oferecida por sua ação na economia capixaba. Um deles é o ítalo-capixaba Camilo Cola, proprietário do Grupo Itapemirim líder no setor rodoviário no país, e Helmut Meyerfreuld alemão ex-proprietário da Fábrica de Chocolates Garoto, uma das três maiores fabricantes de chocolates do Hemisfério Sul. Destaca-se também O Grupo COIMEX pertencente à Família Coser, um dos maiores exportadores de café do Brasil junto ao Grupo Tristão ...
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“O Brasil, em particular, precisava de braços para movimentar suas riquezas, uma vez que seu sistema de produção escravista começava a definhar. A proibição do tráfico de escravos a partir de 1850, fez com que houvesse, na opinião dos proprietários de terras, uma escassez de mão-de-obra, o que poderia prejudicar a economia Nacional. A partir da chegada dos imigrantes, no século XIX, o Espírito Santo ganha nova configuração geográfica. As barreiras naturais apresentadas, principalmente pela Mata Atlântica, serão rompidas e o interior, sobretudo o norte do Estado, até então intocado, recebeu novos habitantes.”
Disponível em: http://www.es.gov.br/EspiritoSanto/paginas/presenca_europeia.aspx
Assinale a alternativa que contém palavras retiradas do texto que são acentuadas pela mesma regra de acentuação.