Na década de 1970, era amplamente reconhecido que a propriedade farmacológica essencial de todos os “neurolépticos” com propriedades antipsicóticas era sua capacidade de bloquear os receptores de dopamina D2. Essa ação demonstrou ser responsável não apenas pela eficácia antipsicótica dos antipsicóticos convencionais, mas também pela maioria de seus efeitos colaterais indesejáveis. Quanto ao assunto, analise as afirmativas seguintes.
(1) As ações terapêuticas dos antipsicóticos convencionais devem-se ao bloqueio dos receptores D2, especificamente na via dopaminérgica mesolímbica. Esse bloqueio tem o efeito de reduzir a hiperatividade dessa via, que se acredita ser a causa dos sintomas positivos da psicose.
(2) Todos os antipsicóticos convencionais reduzem os sintomas psicóticos positivos de modo aproximadamente igual nos pacientes com esquizofrenia estudados em ensaios clínicos multicêntricos de grande porte, quando administrados em doses que bloqueiam uma quantidade substancial de receptores D2 na via dopaminérgica mesolímbica.
(3) Para bloquear uma quantidade adequada de receptores D2 na via dopaminérgica mesolímbica com o objetivo de eliminar os sintomas positivos, é preciso bloquear simultaneamente a mesma quantidade de receptores D2 em todo o cérebro, e isso provoca efeitos colaterais indesejáveis.
(4) A quase paralisação da via dopaminérgica mesolímbica necessária para melhorar os sintomas positivos da psicose pode contribuir para o agravamento da anedonia, da apatia e dos sintomas negativos, o que pode explicar, em parte, a elevada incidência de tabagismo e uso abusivo de drogas ilícitas na esquizofrenia.
Estão corretas