O caminho indígena ancestral cujo traçado original é
alvo de disputas no Brasil.
O Caminho de Peabiru, que durante séculos ligou povos
e territórios na América do Sul, tem hoje sua herança
"disputada" em municípios e Estados brasileiros.
Nos últimos dez anos, governos locais no Paraná, em
Santa Catarina e em São Paulo têm buscado exaltar a
possível passagem desta rota indígena ancestral por
seus territórios.
No Estado catarinense, a reivindicação dessa herança
virou polêmica que envolve dois municípios,
empresários, pesquisadores e comunidades indígenas.
Mas a história da rota vem de muito antes da
consolidação do que é hoje o Brasil e da chegada dos
europeus ao continente americano.
O Caminho de Peabiru estende-se por 3,5 mil a 4 mil
quilômetros em linha reta, ligando regiões costeiras do
atual Brasil às margens do antigo sistema inca de
estradas — chegando ao que hoje são Paraguai, Bolívia
e Peru.
Alguns trechos do caminho já eram percorridos há mais
de 10 mil anos, segundo arqueólogos.
Em comparação, a Grand Trunk Road, rota de 2,4 mil
quilômetros que atravessa Bangladesh, Índia, Paquistão
e Afeganistão, é considerada a via de movimento
contínuo mais antiga do mundo, utilizada há cerca de 2,5
mil anos.
Para os guaranis, o Peabiru está ligado à sagrada Terra
sem Males (Yvy Márey), um lugar de perfeição e
abundância.
Já um mito indígena-europeu considera que a rota teria
sido usada por Sumé, uma divindade branca que teria
chegado do oceano, para seguir rumo ao oeste.
As funções da rota eram muitas, desde a migração à
troca e comércio de itens.
Hoje, pesquisadores, autoridades e comunidades
indígenas protagonizam debates sobre a presença ou
ausência de evidências da passagem dessa rota sobre
determinados lugares e são atravessados por interesses
pela exploração turística, cultural e comercial do Peabiru.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qlk75k4no
I. O vocábulo 'indígena-europeu' está grafado corretamente com hífen, assim como os vocábulos 'bem-dito', 'bem-vestido' e 'mal-entendido.
II. O vocábulo 'chegado' está grafado corretamente com 'ch', assim como os termos da frase "Durante a recepção, o anfitrião serviu ponche na baichela e voltou a encher os copos dos convidados".
III. As palavras 'para' e 'pelo' são exemplos de vocábulos que, segundo o Novo Acordo Ortográfico, não recebem mais acento, pois são paroxítonas e correspondem a formas homógrafas, o que justifica a supressão do acento.
IV. O vocábulo 'já' grafa-se com 'j', assim como os vocábulos da frase a seguir: A sabujice do rapaz ficou evidente quando ele elogiou o traje típico dos moradores sobre o jirau.
É correto o que se afirma em: