Chega ao consultório, encaminhada pelo cirurgião de cabeça e pescoço, uma paciente em pós-operatório de 4 semanas, feminina, de 54 anos, em bom estado geral. Ela teve um diagnóstico de um tumor do terço médio de língua oral, predominantemente à esquerda, de 3 cm de extensão, que ultrapassava a linha média. Na apresentação do quadro, também era possível notar uma linfonodomegalia cervical à esquerda, de 2 cm, pétrea e fixa, no nível II. Os exames de estadiamento descartaram doença a distância e ela foi submetida a tratamento cirúrgico. O laudo anatomopatológico final descreve uma lesão de 2,5 cm no maior diâmetro, grau II, com invasão da musculatura profunda da língua, mas com ressecção com margens livres. Na linfadenectomia cervical esquerda, foram encontrados 3 linfonodos positivos, em níveis II e III, de um total de 20 avaliados, sendo 1 deles com extravasamento extracapsular e nenhum linfonodo cervical à direita. Sobre a conduta adequada nesse caso, é correto afirmar que