Magna Concursos
473932 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: Pref. Santo André-SP
A Ucrânia e a Crise
A Ucrânia vive uma grave crise social e política desde novembro de 2013, quando o governo do então presidente Viktor Yanukovich desistiu de assinar um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia (UE), alegando que buscaria relações comerciais mais próximas com a Rússia, seu principal aliado.
Oposição e parte da população foram às ruas contra a decisão, em protestos violentos que deixaram mortos. Em 22 de fevereiro de 2014, as manifestações culminaram na destituição do contestado presidente pelo Parlamento e no agendamento de eleições antecipadas para 25 de maio.
Houve a criação de um novo governo pró-União Europeia e anti-Rússia, que acirrou as tensões separatistas na península da Crimeia, de maioria russa, levando a uma escalada militar com ação de Moscou na região.
A Crimeia realizou um referendo que aprovou sua adesão à Rússia, e o governo de Vladmir Putin procedeu com a incorporação do território, mesmo com a reprovação do Ocidente.
Após a adesão da Crimeia, outras regiões do leste da Ucrânia, de maioria russa, também começaram a sofrer com tensões separatistas. Militantes pró-Rússia tomaram prédios públicos na cidade de Donetsk e a proclamaram como "república soberana", marcando um referendo sobre a soberania nacional para 11 de maio. A medida não foi reconhecida por Kiev nem pelo Ocidente.
No sul, a cidade portuária de Odessa teve dezenas de mortos no início de maio em conflitos entre a polícia local e militantes pró-Rússia. Kiev acusa os russos de apoiarem as revoltas separatistas no leste e no sul para desestabilizar a situação nessas regiões. A Rússia nega qualquer envolvimento.
Os conflitos refletem uma divisão interna do país, que se tornou independente de Moscou com o colapso da União Soviética, em 1991.
No leste e no sul do país, o russo ainda é o idioma mais falado, e também há maior dependência econômica da Rússia. No norte e no oeste, o idioma mais falado é o ucraniano, e essas regiões servem como base para a oposição - e foi onde se concentraram a maioria dos protestos, especialmente na capital Kiev.
Dias depois de anunciar a desistência do acordo com a UE, o governo ucraniano admitiu que tomou a decisão sob pressão de Moscou. A interferência dos russos, que teriam ameaçado cortar o fornecimento de gás e tomar medidas protecionistas contra produtos ucranianos, foi criticada pelo bloco europeu.
Milhares de ucranianos favoráveis à adesão à UE tomaram as ruas de Kiev para exigir que o presidente retomasse as negociações com o bloco. Houve confrontos.
O presidente Yanukovich se recusou e disse que a decisão foi difícil, mas inevitável, visto que as regras europeias eram muito duras para a frágil economia ucraniana.
Ele prometeu, porém, criar "uma sociedade de padrões europeus" e afirmou que políticas nesse caminho "têm sido e continuarão a ser consistentes".
A partir daí, os protestos se intensificaram e ficaram mais violentos. Os grupos oposicionistas passaram a exigir a renúncia do presidente e do primeiro-ministro. Também decidiram criar um quartel-general da resistência nacional e organizar uma greve em todo o país. O primeiro-ministro Mykola Azarov renunciou em 28 de janeiro, mas isso não foi o suficiente para encerrar a crise.
Em 21 de janeiro, após aumento da violência no país, um acordo assinado entre Yanukovich e os líderes da oposição determinou a realização de eleições presidenciais antecipadas na Ucrânia e a volta à Constituição de 2004, que reduz os poderes presidenciais.
O acordo também previa a formação de um "governo de unidade", em uma tentativa de solucionar a violenta crise política.
Queda do governo
No dia seguinte à assinatura do acordo, o presidente deixou Kiev para local então desconhecido. Yanukovich declarou ter sido vítima de um "golpe de Estado". Sua casa, escritório e outros prédios do governo foram tomados pela oposição.
Após a mudança na câmara, os deputados votaram pela destituição de Yanukovich por abandono de seu cargo e marcaram eleições antecipadas para 25 de maio.
O presidente recém-eleito do Parlamento, o opositor Oleksander Turchynov, assumiu o governo temporariamente, afirmando que o país estava pronto para conversar com a liderança da Rússia para melhorar as relações bilaterais, mas que a integração europeia era prioridade.
Yanukovich teve sua prisão decretada pela morte de civis. Após dias com paradeiro desconhecido, ele apareceu na Rússia, acusou os mediadores ocidentais de traição, disse não reconhecer a legitimidade do novo governo interino e prometeu continuar lutando pela Ucrânia.
As autoridades ucranianas pediram sua extradição. Ao mesmo tempo, a União Europeia congelou seus ativos e de outros 17 aliados por desvio de fundos públicos.
Alguns dias depois, a imprensa local informou que ele foi internado em estado grave, possivelmente por um infarto. Em 11 de março, entretanto, ele apareceu publicamente, reafirmou que ainda é o presidente legítimo e líder oficial do país, e afirmou ter certeza de que as Forcas Armadas locais irão se recusar a obedecer às "ordens criminosas".
Em 27 de fevereiro, o Parlamento aprovou um governo de coalizão que vai governar até as eleições de maio, com o pró-europeu Arseny Yatseniuk como premiê interino.
(http://gl.globo.com)
Sobre o trecho "Houve a criação de um novo governo pró-União Europeia e anti-Rússia", analise as afirmações.
I. O verbo "haver", nesse caso, é impessoal.
II. O sujeito do verbo "haver" é inexistente.
III. O trecho em destaque exerce a função de complemento verbal.
Está correto o que se afirma em:
 

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